Na EMEA Parque Tangará, o Espaço Compostagem apresenta, de forma prática e pedagógica, como os ciclos naturais contribuem para a decomposição da matéria orgânica e a devolução de nutrientes ao solo.
Na natureza, folhas, galhos, frutos e outros materiais orgânicos são continuamente decompostos e seus nutrientes retornam ao ambiente. A compostagem utiliza esse mesmo princípio de forma controlada e pode ser realizada inclusive em casa.
Manter uma composteira doméstica contribui para reduzir a quantidade de resíduos orgânicos destinados à coleta e aos aterros sanitários, além de transformar parte dos resíduos gerados no dia a dia em um recurso que pode ser utilizado no cultivo de plantas.
Como funciona uma composteira?
A compostagem é um processo biológico de decomposição controlada da matéria orgânica. Ela ocorre pela ação de diferentes organismos, principalmente microrganismos, como bactérias e fungos. Em sistemas de vermicompostagem, as minhocas também participam do processo, como na ilustração.
Ao final, obtém-se um composto orgânico rico em nutrientes, que pode ser incorporado ao solo e contribuir para sua qualidade e fertilidade.
Chorume, rico em nutrientes
O chorume é um líquido produzido pela decomposição de resíduos orgânicos úmidos, como cascas de frutas e restos de alimentos e pode ser usado como biofertilizante. Em algumas situações, também pode auxiliar no controle de pragas, sendo aplicado de forma diluída sobre as folhas das plantas. A concentração e a forma de aplicação devem considerar o tipo de composteira e a espécie vegetal, evitando o uso do líquido concentrado, que pode causar danos às plantas.
Popularmente chamado de chorume da composteira, esse líquido é diferente do chorume produzido em aterros sanitários, onde há uma mistura muito mais complexa de resíduos e contaminantes.
Quando proveniente de uma composteira corretamente manejada, esse líquido pode ser aproveitado após diluição adequada, conforme as características do sistema e a orientação técnica.
Compostagem também cabe em pequenos espaços
Existem diferentes maneiras de fazer compostagem. Ela pode ser realizada diretamente no solo, em estruturas próprias para áreas externas ou em composteiras adaptadas para pequenos espaços.
Um dos modelos domésticos mais conhecidos utiliza caixas empilhadas. Os resíduos orgânicos são colocados nas caixas destinadas à decomposição, juntamente com materiais secos, como folhas e serragem sem tratamento químico. Conforme o processo avança, a matéria orgânica é transformada em composto.
Assim, resíduos que seriam descartados podem retornar ao ciclo natural como nutrientes para o solo.
No Espaço Compostagem da EMEA Parque Tangará, esse processo pode ser observado como parte das atividades de educação ambiental, aproximando conceitos como decomposição, ciclagem de nutrientes, redução de resíduos e sustentabilidade das práticas do cotidiano.
Referências e materiais para consulta
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos: manual de orientação. Brasília, DF: MMA, 2018.
Acessar o Manual de Compostagem do Ministério do Meio AmbienteBORGES, Wardsson Lustrino. Compostagem orgânica. Macapá: Embrapa Amapá, 2018.
Acessar a publicação Compostagem Orgânica, EmbrapaINÁCIO, Caio de Teves; MILLER, Paul Richard Momsen. Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2009. 156 p.
Acessar a publicação Compostagem: ciência e prática para a gestão de resíduos orgânicos, EmbrapaINSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE (INEA). Manual de práticas sustentáveis para o ambiente escolar. Rio de Janeiro: INEA. Acesso em: 24 set. 2026.
Acessar publicação do INEA
